quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Cirurgia Plástica no Brasil


Hoje, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de maior número de cirurgias plásticas no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. São realizadas em torno de 1200 cirurgias ao dia, incluindo todos os tipos de procedimentos, tanto estéticos como reparadores.

O maior número de cirurgias plásticas no Brasil é relativo à área estética, atualmente existe uma procura muito grande por procedimentos como lipoaspiração, lipoescultura e prótese mamária, enquanto o primeiro é caracterizado pela retirada, por aspiração, do excesso de gordura de uma determinada região, a lipoescultura como principal objetivo preencher alguns locais onde a pessoa deseja melhorar o aspecto corporal, nela, a gordura aspirada é novamente injetada em outra parte do corpo, entretanto, cabe lembrar, que cerca de 40% dessa gordura injetada é reabsorvida pelo organismo.

O médico deve ser um cirurgião plástico ou um dermatologista; ele pode atuar na área da estética, mas não existe esse termo para definir uma especialidade médica. Assim, há um conflito constante entre médicos e o Conselho Federal de Medicina, no qual os primeiros preferem que não seja utilizado o termo “medicina estética”.

O Conselho Regional de Medicina reconhece tanto a cirurgia plástica quanto a dermatologia como residências e especialidades, mas a medicina estética ainda não é reconhecida de tal forma, principalmente por conta de existirem médicos de outras especialidades realizando os mesmos procedimentos. Atualmente não há nenhuma Instituição Federal que promova isso, e dessa forma o Conselho Federal acredita que o uso desse termo ultrapassa a questão da legalidade.

O padrão de beleza está muito vinculado com a marca que se vende. Dessa forma, se uma determinada marca utiliza uma modelo famosa em sua propaganda, como, por exemplo, a Gisele Bundchen; ela irá então usar e vender aquela marca como um padrão de beleza. Entretanto, muitas vezes esse padrão pode variar de acordo com o gosto pessoal de cada indivíduo e mesmo de acordo com a região em que ele se encontra. O que é belo no Rio Grande do Sul, por exemplo, nem sempre será considerado belo no Rio Grande do Norte.

A questão do padrão de beleza gira muito em torno da moda, da mídia e da propaganda. Assim, atualmente todos querem ter a aparência da Gisele Bundchen, desde uma criança de 5 anos de idade até uma senhora de 50 anos. Ela pode ser entendida como um ídolo de corpo, de cabelo e de cor para muitos brasileiros.

Contudo, vale lembrar que nem todas as pessoas possuem estrutura física compatível com a da modelo, e deve-se sempre respeitar a estrutura individual de cada pessoa. Nesse contexto, o que pode ser percebido nos últimos tempos é o crescente aparecimento de distúrbios alimentares em busca desse padrão de beleza, como a anorexia, bulimia e a própria depressão. É importante saber que o padrão de beleza também muda muito com o passar do tempo. Atualmente o padrão de beleza é ser muito magro, mas isso pode vir a mudar no futuro.

É importante salientar que, menores de idade precisam de autorização dos pais antes de se submeterem a intervenções cirúrgicas, além do que muitas vezes é recomendado também o acompanhamento psicológico durante essa mudança. Mesmo se a paciente for obesa e precisar de uma intervenção por motivos de saúde, por exemplo, é essencial que exista um acompanhamento de um psicólogo e de um endocrinologista anteriormente à realização da cirurgia.

Atualmente a maioria das cirurgias realizadas no Brasil possui como finalidade a busca da beleza, entretanto, infelizmente nem todos esses procedimentos estão sendo realizados por profissionais realmente habilitados e competentes. Há relatos e notícias constantes sobre clínicas clandestinas que realizam essas cirurgias. O ideal para realizar esse procedimento, no entanto, seria fazê-lo no hospital, onde o paciente conta com aparato de CTI e também com um acompanhamento pré e pós-cirúrgico. Porém, devido aos altos custos, as pessoas muitas vezes acabam escolhendo um profissional mais barato e menos qualificado.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Como Funcionam os Concursos Públicos


Primeiro passo: escolha qual concurso prestar

Ao decidir prestar um concurso público, o candidato deve encarar como ponto principal o que ele, de fato, deseja fazer. Assim, não é recomendado prestar um concurso apenas por conta do salário oferecido, tampouco devido à estabilidade empregatícia. Esses detalhes podem ser motivadores, mas não o foco. O principal motivador deve ser o ato de trabalhar.
Quem nunca prestou um concurso público deve primeiramente identificar qual é a carreira pretendida, passando a conhecer quais são as funções que devem ser executadas pela pessoa que almeja ocupar determinado cargo. Depois, o iniciante deverá analisar o edital, seja ele referente a um concurso aberto ou ainda de concursos anteriores. Dessa forma, o candidato poderá saber, por exemplo, quais são as disciplinas relevantes.
Assim, se, por exemplo, o indivíduo quer ser juiz, ele deverá saber quais são as atribuições desse oficial. De maneira análoga, o desejo de se tornar promotor deve estar vinculado ao acompanhamento das atividades desse funcionário. Se o intuito for trabalhar em uma agência do INSS, o candidato poderá visitar uma das unidades dessa instituição e verificar qual é a dinâmica das funções exercidas. Para funções que envolvam atendimento ao público, o ideal é que o candidato tenha afinidade no trato com as pessoas em geral, além de gostar de desempenhar as funções inerentes ao cargo e, sobretudo, ter vocação, que deve ser o principal fator de escolha de um concurso público.
Grande parte dos concursos públicos exige nível médio. Logo, pessoas formadas em cursos superiores se transformam em excelentes candidatos para ocuparem essas vagas, pois a maioria dos concursos de nível médio exigem conhecimentos sobre disciplinas básicas, como português, matemática, raciocínio lógico, atualidades e informática.

Quem não pode prestar concurso público?

O concurso é o meio mais democrático de ingresso no serviço público, uma vez que qualquer pessoa poderá ser aprovada se atingir pontuação suficiente no certame, independentemente de sua idade (respeitando-se a faixa etária prevista no edital) e experiência.
O concurso também não faz distinções com relação à situação financeira do candidato e a instituição de ensino onde este se formou, seja ela pública ou privada. Assim, pode-se dizer que, em um concurso público, as pessoas se igualam. O diferencial é o tempo e a qualidade do estudo de cada um. Porém, há alguns casos que limitam a tomada de posse por parte de alguns candidatos, eles estão listados a seguir.
Há concursos públicos que são restritos a brasileiros natos ou naturalizados, porém, também existem aqueles que autorizam a participação de estrangeiros, desde que eles tenham visto de permanência no Brasil.
Vale mencionar que empresários também podem prestar concursos públicos. Algumas atividades podem possuir incompatibilidade com o exercício do cargo público, porém, se essa complicação existir, isso ocorrerá apenas após o candidato tomar posse. Portanto, inicialmente, os empreendedores da esfera privada podem participar de concursos públicos sem problema algum.
Alguns concursos avaliam a vida pregressa do candidato. Desse modo, se o indivíduo detiver algum processo civil, trabalhista ou, eventualmente, criminal, a situação precisará estar totalmente resolvida para que ele consiga tomar posse. Já outros certames não consideram o passado do candidato.

Critérios de desempate

Nos casos de critério desempate, a prova poderá somar pontos a favor do candidato, por exemplo, com base na realização de pós-graduações e estágios gratuitos. Entretanto, vale enfatizar que essa pontuação extra não é muito significativa. Logo, o candidato deverá mesmo apostar numa boa preparação para a prova. Existem concursos que realizam uma fase oral. De forma geral, pode-se dizer que as três primeiras fases são os fatores diferenciadores.

Estudar para concursos e trabalhar

De fato, o concurseiro que está trabalhando possui um maior desafio. Existem pessoas que se desligam do trabalho para focar apenas na preparação para concursos públicos. No último caso, a média de estudos varia entre 1 a 2 anos, considerando um total de 8 horas de estudo voltadas ao concurso público. Entretanto, se o indivíduo trabalhar, a média de tempo para a aprovação é de 3 anos.

ANPAC

A ANPAC (Associação Nacional de Proteção aos Concursos Públicos) comemorou 10 anos de existência em 2015. Trata-se de uma associação focada na defesa do concurso público. Ela age no sentido de promover um sistema justo e equilibrado, de acordo com o estabelecido pela Constituição Federal de 1988. Assim, o objetivo da entidade é evitar as terceirizações. Várias atividades, a exemplo da DPU (Defensoria Pública da União) estão terceirizando cargos que deveriam ser preenchidos por meio de concursos públicos. Logo, a Anpac tem discutido o tema assiduamente.
O site da ANPAC dispõe de um relatório englobando todos os concursos abertos. No site, o candidato poderá verificar mais detalhes sobre os certames de seu interesse, como salário pago para cada carreira, data de lançamento do edital, entre outras informações.
Além disso, a Anpac disponibiliza regularmente vídeos online que explicam características de alguns concursos. O concurso para escrevente do STJ de São Paulo, por exemplo, está aberto para o interior e litoral do estado. O salário é satisfatório e o certame oferece diversas vagas. Neste caso, a Anpac gravou um vídeo explicativo do edital para que o candidato possa identificar os pontos relevantes acerca desse certame, inclusive qual é a formação exigida para esse concurso.