Como funcionam os concursos públicos?

Primeiro passo: escolha qual concurso prestar

Ao decidir prestar um concurso público, o candidato deve encarar como ponto principal o que ele, de fato, deseja fazer. Assim, não é recomendado prestar um concurso apenas por conta do salário oferecido, tampouco devido à estabilidade empregatícia. Esses detalhes podem ser motivadores, mas não o foco. O principal motivador deve ser o ato de trabalhar.

Quem nunca prestou um concurso público deve primeiramente identificar qual é a carreira pretendida, passando a conhecer quais são as funções que devem ser executadas pela pessoa que almeja ocupar determinado cargo. Depois, o iniciante deverá analisar o edital, seja ele referente a um concurso aberto ou ainda de concursos anteriores. Dessa forma, o candidato poderá saber, por exemplo, quais são as disciplinas relevantes.

Assim, se, por exemplo, o indivíduo quer ser juiz, ele deverá saber quais são as atribuições desse oficial. De maneira análoga, o desejo de se tornar promotor deve estar vinculado ao acompanhamento das atividades desse funcionário. Se o intuito for trabalhar em uma agência do INSS, o candidato poderá visitar uma das unidades dessa instituição e verificar qual é a dinâmica das funções exercidas. Para funções que envolvam atendimento ao público, o ideal é que o candidato tenha afinidade no trato com as pessoas em geral, além de gostar de desempenhar as funções inerentes ao cargo e, sobretudo, ter vocação, que deve ser o principal fator de escolha de um concurso público.

Grande parte dos concursos públicos exige nível médio. Logo, pessoas formadas em cursos superiores se transformam em excelentes candidatos para ocuparem essas vagas, pois a maioria dos concursos de nível médio exigem conhecimentos sobre disciplinas básicas, como português, matemática, raciocínio lógico, atualidades e informática.

Quem não pode prestar concurso público?

O concurso é o meio mais democrático de ingresso no serviço público, uma vez que qualquer pessoa poderá ser aprovada se atingir pontuação suficiente no certame, independentemente de sua idade (respeitando-se a faixa etária prevista no edital) e experiência.

O concurso também não faz distinções com relação à situação financeira do candidato e a instituição de ensino onde este se formou, seja ela pública ou privada. Assim, pode-se dizer que, em um concurso público, as pessoas se igualam. O diferencial é o tempo e a qualidade do estudo de cada um. Porém, há alguns casos que limitam a tomada de posse por parte de alguns candidatos, eles estão listados a seguir.

Há concursos públicos que são restritos a brasileiros natos ou naturalizados, porém, também existem aqueles que autorizam a participação de estrangeiros, desde que eles tenham visto de permanência no Brasil.

Vale mencionar que empresários também podem prestar concursos públicos. Algumas atividades podem possuir incompatibilidade com o exercício do cargo público, porém, se essa complicação existir, isso ocorrerá apenas após o candidato tomar posse. Portanto, inicialmente, os empreendedores da esfera privada podem participar de concursos públicos sem problema algum.

Alguns concursos avaliam a vida pregressa do candidato. Desse modo, se o indivíduo detiver algum processo civil, trabalhista ou, eventualmente, criminal, a situação precisará estar totalmente resolvida para que ele consiga tomar posse. Já outros certames não consideram o passado do candidato.

Critérios de desempate

Nos casos de critério desempate, a prova poderá somar pontos a favor do candidato, por exemplo, com base na realização de pós-graduações e estágios gratuitos. Entretanto, vale enfatizar que essa pontuação extra não é muito significativa. Logo, o candidato deverá mesmo apostar numa boa preparação para a prova. Existem concursos que realizam uma fase oral. De forma geral, pode-se dizer que as três primeiras fases são os fatores diferenciadores.

Estudar para concursos e trabalhar

De fato, o concurseiro que está trabalhando possui um maior desafio. Existem pessoas que se desligam do trabalho para focar apenas na preparação para concursos públicos. No último caso, a média de estudos varia entre 1 a 2 anos, considerando um total de 8 horas de estudo voltadas ao concurso público. Entretanto, se o indivíduo trabalhar, a média de tempo para a aprovação é de 3 anos.

Anpac

A Anpac comemorou 10 anos de existência em 2015. Trata-se de uma associação focada na defesa do concurso público. Ela age no sentido de promover um sistema justo e equilibrado, de acordo com o estabelecido pela Constituição Federal de 1988. Assim, o objetivo da entidade é evitar as terceirizações. Várias atividades, a exemplo da DPU (Defensoria Pública da União) estão terceirizando cargos que deveriam ser preenchidos por meio de concursos públicos. Logo, a Anpac tem discutido o tema assiduamente.

O site da Anpac (Associação Nacional de Proteção aos Concursos Públicos) dispõe de um relatório englobando todos os concursos abertos. No site, o candidato poderá verificar mais detalhes sobre os certames de seu interesse, como salário pago para cada carreira, data de lançamento do edital, entre outras informações.

Além disso, a Anpac disponibiliza regularmente vídeos online que explicam características de alguns concursos. O concurso para escrevente do STJ de São Paulo, por exemplo, está aberto para o interior e litoral do estado. O salário é satisfatório e o certame oferece diversas vagas. Neste caso, a Anpac gravou um vídeo explicativo do edital para que o candidato possa identificar os pontos relevantes acerca desse certame, inclusive qual é a formação exigida para esse concurso.

Visite o site a seguir para saber mais sobre concursos.



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